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O ar transgredia a natureza, mas nem sempre.

Pássaros sobrevoavam a paisagem rigorosa. Os assuntos eram tantos e poucos, não muito essenciais. O campo, o mar, a terra, enfim, perderam o aspecto rudimentar. Gemidos espalhafatórios ainda reverberavam. [...] Essas vozes olvidariam com as horas [...] Os pássaros esvoaçavam tranquilos ao vento da tarde invernal. Voos rasantes e profundos, revoluteares longínquos, além-mar, além-monte, pairavam serenos e doces, palrar e risos concomitantes… além-céu… (to be continued)

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Desmaiava a tarde em um augusto azul sem fim: azul o céu, azul a água; as músicas, todas azuis.

Le bleu est la bonne.

Ondas de emoções viriam a se deslizar de dentro do ambiente, circunspectas, envolvendo-se em mim – para que eu as pudesse traduzir – entre gritos prévios e áscuas preliminares de uma vermelhidão abastada. Desprezível parte esta. Por que é que tenho de enfrentar tais visões? (to be continued)

Essa noite

E essa noite, escura e funda, em que abunda o silêncio do seu corpo ausente, essa noite, em que a lua se desmancha em nuvens, é toque de solidão ardente… essa noite, a que o silêncio reflete, e a lua esconde, tudo se repete. Ah, essa noite em que o espírito aviva, a brancura estelar desfalece, e morre a esperança de ver-te tangível, terna, afável, amável… nuanças revertidas de fausto encantamento. Essa noite furtiva mascara-te, mascara-me, empalidece-nos. Noite, amor, essa menina desairada, faz-se louca desvairada, e sinto-te longínqua, desvelada em face ao sereno, negra de frio, inflamada… E essa noite arfante, e essa fumaça, e esse ar… E esse tudo que me quer tragar… (to be continued)

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