Essa noite
04/12/2009 por Schetini
E essa noite, escura e funda, em que abunda o silêncio do seu corpo ausente, essa noite, em que a lua se desmancha em nuvens, é toque de solidão ardente… essa noite, a que o silêncio reflete, e a lua esconde, tudo se repete. Ah, essa noite em que o espírito aviva, a brancura estelar desfalece, e morre a esperança de ver-te tangível, terna, afável, amável… nuanças revertidas de fausto encantamento. Essa noite furtiva mascara-te, mascara-me, empalidece-nos. Noite, amor, essa menina desairada, faz-se louca desvairada, e sinto-te longínqua, desvelada em face ao sereno, negra de frio, inflamada… E essa noite arfante, e essa fumaça, e esse ar… E esse tudo que me quer tragar… (to be continued)
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Publicado em Austerausência por Schetini | Etiquetado |Essa noite| | 3 Comentários
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sempre suspirante.
sempre faz suspirar.
menino- brisa- diamante.
Seu poema tá bem no estilo que gosto. Amei demais!!!
Espero um visita sua.
bjooo
Gostei do seu texto, principalmente porque, embora não seja exatamente uma poesia (pelo menos na estrutura corpórea do texto), tem elementos poéticos interessantes, como as ricas internas e o ritmo contínuo de leitura.
Minha sugestão é apenas que evite certas repetições, como as várias vezes qaue escreveu “essa noite”. Ainda que enfático, esses termos repetidos acrescentaram certa repreensão no desenvolvimento e na fluência quando estava lendo.
Parabéns.